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Na política, memória curta pode ser coincidência. Mas, em determinados contextos, o esquecimento também pode ser interpretado como sinal de reposicionamento interno. Foi exatamente essa percepção que voltou a circular nos bastidores da política de Bom Jesus após um episódio envolvendo a vereadora Graça Lopes.
A situação lembra, simbolicamente, o enredo do clássico filme dos anos 1990 “Esqueceram de Mim”. Só que, desta vez, o roteiro parece ter sido adaptado para o cenário político do Sertão paraibano. E a personagem central da nova versão seria justamente a parlamentar, que recentemente voltou a aparecer fora do foco em uma articulação protagonizada por integrantes da oposição local.
O episódio surgiu após a divulgação de uma suposta conquista comemorada por setores oposicionistas do município. A narrativa, porém, acabou sendo questionada depois que o senador Veneziano Vital do Rêgo publicou manifestação indicando que a informação divulgada inicialmente não correspondia aos fatos, o que colocou em dúvida o mérito político atribuído ao episódio.
Na sequência, outro detalhe chamou atenção. Em uma publicação de agradecimento relacionada ao suposto esforço político, o vereador Fábio Abel e o vice-prefeito de Bom Jesus acabaram deixando de citar o nome da vereadora Graça Lopes, mesmo ela integrando o mesmo campo político.
O gesto não passou despercebido nos bastidores. Até pouco tempo atrás, quando fazia parte da base governista municipal, a parlamentar figurava com frequência em registros institucionais da gestão. Seu nome aparecia em inaugurações, ações administrativas e eventos públicos promovidos pelo governo local.
Além da atuação parlamentar, Graça Lopes também possui forte presença no meio social e sindical do município. A vereadora preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bom Jesus, posição que tradicionalmente garante influência em pautas ligadas ao campo e ao setor produtivo rural.
Com a mudança de alinhamento político, no entanto, a dinâmica parece ter se alterado. Nos bastidores, observadores da política local apontam que o núcleo mais próximo da atual articulação oposicionista envolve o vereador Fábio Abel e o vice-prefeito Ediney, que possuem relação familiar direta, sendo primos. Graça Lopes, por sua vez, não integra esse mesmo círculo político-familiar.
O episódio reforçou a percepção de que, mesmo dentro da oposição, a vereadora ainda busca consolidar espaço político na nova configuração de forças em Bom Jesus.
Paradoxalmente, o fato de não ter sido associada diretamente à narrativa posteriormente contestada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo acabou poupando a parlamentar de uma exposição pública maior no episódio.
No cenário da Política da Paraíba, situações como essa costumam revelar mais do que simples falhas de comunicação. Elas frequentemente refletem disputas internas por protagonismo, visibilidade e influência dentro das estruturas políticas locais.
E, como toda boa história política, o roteiro ainda parece longe do último capítulo.
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