A Amcham (Câmara Americana de Comércio no Brasil) manifestou contrariedade ao uso da Lei da Reciprocidade Econômica frente às tarifas alfandegárias aplicadas pelos Estados Unidos. De acordo com a organização, a prioridade do governo brasileiro deve ser a negociação diplomática para conter os efeitos das barreiras comerciais.

O posicionamento ocorre após a União abrir um processo formal para examinar se a conduta de Washington justifica contramedidas proporcionais. O procedimento analítico não estabelece punições imediatas, servindo como uma etapa preparatória de avaliação técnica.

Riscos de escalada e prejuízos econômicos

Em comunicado, a entidade enfatizou que aplicar tarifas de retaliação pode elevar os custos de operação para empresas e consumidores. Além disso, a reação brasileira poderia prejudicar o fluxo de investimentos e afetar o fornecimento em diversas cadeias produtivas.

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A organização alerta que um acirramento do conflito comercial e político enfraqueceria o espaço de diálogo, tornando uma solução consensual cada vez mais distante.

Apoio massivo à solução negociada

Uma pesquisa promovida pela entidade apontou que 90,5% das empresas consultadas preferem manter os canais diplomáticos abertos com os Estados Unidos. Em contrapartida, apenas 3,2% dos entrevistados demonstraram apoio ao uso de medidas punitivas diretas.

Governo pretende ouvir o mercado

Diante do impasse, o Ministério da Fazenda informou que escutará representantes do setor empresarial, tanto nacionais quanto estrangeiros, para mensurar os impactos reais da aplicação da legislação de reciprocidade antes de tomar decisões definitivas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072