A Polícia Civil deflagrou a Operação Perfídus na manhã desta terça-feira (2) em João Pessoa, Paraíba, resultando na prisão do delegado Braz Morrone. Titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT), Morrone é um dos três agentes policiais detidos sob suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e o repasse de informações sigilosas, em um esquema de corrupção que contaria com a participação de servidores públicos.

Com mais de duas décadas de serviço na Polícia Civil, o delegado Braz Morrone possui uma trajetória profissional que inclui passagens por delegacias em Cuité, Itabaiana e Campina Grande, além de ter atuado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Detalhes da Operação Perfídus

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A ação investiga uma complexa organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, corrupção e vazamento de dados confidenciais. No total, a operação cumpre nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos bens dos investigados, visando descapitalizar o grupo criminoso.

Entre os agentes presos está Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido pelos apelidos de "Bomba" ou "Bombado". Ele é apontado pela Polícia Civil como o operador central da organização, atuando como elo entre policiais e traficantes.

O segundo agente detido é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apelidado de "Mão Branca". As investigações indicam que ele teria participação direta em subtrações de entorpecentes, monitorando carregamentos, utilizando rastreadores e até mesmo escondendo drogas em sua residência.

Outros nomes detidos na Operação Perfídus

A lista de outros indivíduos presos na operação inclui:

  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
  • José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
  • Vanessa Dantas Fernandes;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").

Até o momento, as defesas dos suspeitos envolvidos na operação não foram localizadas para se manifestarem sobre as acusações.

As investigações revelam que a organização criminosa se beneficiava da colaboração de agentes públicos, que supostamente utilizavam a estrutura do Estado para facilitar atividades ilícitas. O nome da operação, Perfídus, que significa "traição" ou "deslealdade", reflete precisamente a conduta atribuída aos investigados. Conforme apurado, os integrantes do grupo tinham acesso privilegiado a informações sigilosas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes, o que lhes conferia uma vantagem operacional significativa.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072