Um teste recente conduzido pela Anistia Internacional Brasil revelou falhas graves do Facebook em barrar campanhas com desinformação eleitoral. A auditoria foi divulgada nesta terça-feira (25) pela organização não governamental, ocorrendo a exatos 40 dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro.

Durante o experimento, os pesquisadores submeteram 15 publicações pagas direcionadas ao público brasileiro. Deste total, 14 continham conteúdos antidemocráticos e falsos. Surpreendentemente, mais da metade dessas postagens teve a programação aceita pelo sistema da Meta, embora os materiais não tenham sido efetivamente veiculados.

Estratégias de manipulação

A organização detalhou que os anúncios falsos utilizaram três abordagens principais para tentar burlar as regras. Entre elas estão a deslegitimação do sistema de votação, a construção artificial de inimigos políticos e discursos de tom autoritário focado em falsa segurança.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu repetidamente tais narrativas. O órgão reforça que a disseminação de dados inverídicos sobre o processo de votação é combatida de forma rigorosa pela legislação brasileira atual.

Posicionamento da Meta

Em resposta aos questionamentos, a Meta declarou que o levantamento utilizou uma amostra restrita de anúncios que nunca chegaram a ser visualizados por usuários reais. A empresa defende que possui múltiplos mecanismos de checagem.

A companhia americana também destacou que investe em recursos robustos voltados à proteção do pleito eleitoral, mantendo diálogo constante com as autoridades competentes para assegurar a integridade das plataformas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072