A família do ciclista Jonas da Silva Oliveira, de 31 anos, morto após sofrer um atropelamento em João Pessoa no sábado (29), relembrou a rotina da vítima e expressou profunda dor pela perda. O trabalhador atravessava na faixa de pedestres perto do Estádio Almeidão, no bairro Cristo Redentor, quando foi atingido violentamente.

Em entrevista concedida à TV Cabo Branco, Maria da Silva, mãe de Jonas, relatou que tinha o hábito de preparar o café para o filho antes de suas jornadas de trabalho. Desde o trágico falecimento, ela tem enfrentado momentos de angústia com a ausência repentina do rapaz em casa.

"Todo dia, quando ele ia sair, eu já tinha feito café. Eu ficava aqui orando, porque ele ia embora trabalhar. [...] E só Deus sabe o que é que eu estou sentindo", desabafou a mãe, visivelmente emocionada com a partida precoce do filho que ajudava a sustentar o lar.

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Após o falecimento do pai, Jonas assumiu responsabilidades financeiras na residência onde morava com a mãe e a irmã. A familiar destacou que ele era um jovem muito ativo e preocupado com as contas de casa, demonstrando zelo até mesmo nas horas que antecederam o acidente fatal.

Relembre o caso e a soltura do motorista

Câmeras de segurança registraram o momento exato em que o veículo em alta velocidade atinge o canteiro central e acerta o ciclista. Com o forte impacto, a vítima foi arremessada e arrastada por cerca de 20 metros, sendo atingida ainda por um segundo carro na via.

A Polícia Civil informou que o condutor responsável pelo primeiro atropelamento foi preso inicialmente e testou positivo no teste do bafômetro para ingestão de álcool. No entanto, no domingo (30), dia do sepultamento, ele acabou sendo solto sob a determinação de usar tornozeleira eletrônica.

Indignados com a medida judicial, os parentes organizaram um protesto pacífico próximo ao local do ocorrido para cobrar respostas e justiça pela morte do ciclista.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072