A Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão preventiva do empresário Christian Dantas, réu do Caso Rubinho, por determinação da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande emitida na última terça-feira (20). O acusado é réu pelo assassinato do engenheiro Rubens Fernandes, de 29 anos, ocorrido em junho no estacionamento de uma festa no município de Lagoa Seca, em crime motivado por ciúmes.

A decisão proferida pelo juiz Philippe Guimarães Padilha Vilar rejeitou integralmente os requerimentos apresentados pelas defesas de Christian e da copartícipe Larissa Maria Leal. Entre as solicitações negadas estavam novos laudos balísticos e traumatológicos, realização de perícia audiovisual, análise em vestimentas e a quebra do sigilo do celular da vítima.

Com o indeferimento dos pedidos, a tramitação do processo segue para a fase de agendamento das audiências de instrução e julgamento. Nessa etapa, as testemunhas serão ouvidas e os acusados serão interrogados oficialmente perante o juízo.

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Acusações do Ministério Público

O Ministério Público da Paraíba denunciou Christian Dantas por homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. Já Larissa Leal, ex-companheira da vítima e atual namorada do empresário, responde por homicídio qualificado na condição de partícipe. O processo corre em segredo de Justiça devido a ameaças e discursos de ódio direcionados aos réus nas redes sociais.

Relembre a dinâmica do crime

O crime ocorreu no dia 21 de junho, após um show de São João em Lagoa Seca. De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Ramirez Almeida, a vítima e o empresário se desentenderam no evento. Cerca de 20 minutos após o término da discussão, Christian foi até seu veículo, buscou uma arma de fogo e disparou contra o peito de Rubens no estacionamento do local.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072