Uma nova pesquisa nacional revela que a falta de segurança das mulheres no Brasil compromete drasticamente seu cotidiano, levando 98% delas a mudarem de hábitos para evitar agressões. O estudo, realizado digitalmente pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva entre 22 e 30 de abril de 2026, mapeou o impacto do medo na mobilidade, no trabalho e no lazer das brasileiras.

Com apoio da Uber, o levantamento ouviu 1.500 pessoas de todas as regiões brasileiras. Os dados mostram que a percepção de perigo é quase unânime: 94% das entrevistadas sentem medo da violência no dia a dia, índice superior aos 84% registrados entre os homens. Nos deslocamentos urbanos, a insegurança aflige 94% do público feminino.

Impacto direto no cotidiano e na carreira

Para se protegerem, as brasileiras adotam estratégias rigorosas de vigilância. Cerca de 90% evitam transitar por locais específicos, enquanto 84% deixam de usar o celular em vias públicas. Além disso, 83% evitam sair de casa durante a noite e a mesma proporção costuma informar terceiros sobre seus trajetos e horários.

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A violência também gera prejuízos profissionais e acadêmicos severos. Segundo o relatório, 45% das mulheres já abriram mão de oportunidades de emprego ou de estudo devido ao medo. Outras 44% já cogitaram mudar de bairro ou município em busca de maior proteção para suas rotinas.

Cobrança por políticas públicas e impacto eleitoral

A insatisfação com a atuação estatal é expressiva. A maioria das entrevistadas avalia negativamente o papel do poder público, sendo o Legislativo (74%) e os governos estaduais (72%) os mais criticados. Diante disso, 78% das mulheres afirmam que as propostas de combate à violência influenciarão diretamente seus votos nas próximas eleições.

Como soluções urgentes, 95% das participantes defendem a ampliação dos canais de denúncia e acolhimento. Adicionalmente, 93% apontam a necessidade de melhorias na infraestrutura urbana, como iluminação pública e transporte de qualidade, além do fortalecimento de políticas de prevenção e educação cultural contra a desigualdade de gênero.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072