A luta diária contra a violência doméstica ganhou um rosto fardado de coragem. Durante a sessão especial, a Sargenta Adriane, atuante no 6º Batalhão, revelou os desafios da linha de frente da segurança pública. Segundo a militar, as viaturas realizam diariamente a condução de homens agressores para as delegacias, retrato de uma epidemia de violência que não recua mesmo com campanhas de prevenção.
Enfrentando o duplo desafio do combate ao crime e do machismo estrutural, a Sargenta celebrou a expansão feminina dentro da corporação. Se em 2008 o batalhão contava com apenas sete policiais mulheres, hoje 18 oficiais vestem a farda com honra, atuando ostensivamente em 15 cidades da região e desconstruindo o velho estigma de que o policiamento tático seria "trabalho de homem".
As militares prestigiadas no evento são a prova viva de que o empoderamento feminino é a resposta contra a ideia de que a mulher é um cidadão de segunda classe. A guarnição feminina tem investido em capacitação contínua para acolher as vítimas de forma humanizada, mostrando que a presença de mulheres na tropa é essencial para garantir igualdade, justiça e proteção efetiva.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072