O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, esteve em Campina Grande, Paraíba, no último sábado (21), onde cumpriu agenda em uma reunião com lideranças de setores econômicos do estado. Durante o encontro, Zema enfatizou que a ausência de apoio político de pré-candidatos locais ao governo não é uma preocupação primordial, afirmando que seu objetivo principal é alcançar diretamente o eleitor.

A declaração foi concedida à Rede Paraíba de Comunicação, durante a visita de Zema à Vila do Artesão, onde ele estava acompanhado do Major Fábio, pré-candidato do Novo ao Senado.

Zema reforçou sua crença no contato direto com o público, citando sua trajetória em Minas Gerais: “Eu posso dizer, por experiência própria, que eu quero é chegar ao eleitor. Em 2018, eu saí do zero em Minas Gerais. Nunca tinha sido vereador, deputado estadual, federal nem prefeito, e fui mostrando para o mineiro que havia um candidato diferente. Todo apoio é bem-vindo, mas quero muito estar próximo do eleitor. Ele precisa saber que a política no Brasil pode ser diferente”.

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A postura de Zema surge em um contexto de baixo desempenho nas pesquisas de intenção de voto em nível nacional. O levantamento da Datafolha, divulgado no sábado (20), aponta o pré-candidato com apenas 2% das intenções para o primeiro turno das eleições de 2026, atrás do presidente Lula (41%) e do senador Flávio Bolsonaro (31%).

Relação entre Novo e PL na Paraíba

O governador de Minas Gerais também foi interpelado sobre as tensões entre o Novo e o Partido Liberal (PL) na Paraíba. No cenário estadual, o PL já definiu o senador Efraim Filho como pré-candidato ao governo e o ex-ministro Marcelo Queiroga como pré-candidato ao Senado, e essa composição não contemplou a inclusão do Novo na chapa majoritária.

Em resposta, Zema esclareceu que as alianças partidárias são flexíveis e dependem das particularidades de cada contexto local, com as negociações ainda em curso. Ele observou: “O Novo e o PL já fizeram coligações em diversos estados. Isso depende da situação de cada um, varia. Em Minas Gerais foi feito, assim como em estados do Sul. As negociações estão em andamento, e divergências existem até entre irmãos, entre cônjuges. O que dizer, então, dentro de um partido?”.

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FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072