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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma variação de 0,62% em maio, marcando uma desaceleração em relação ao mês anterior. Essa prévia da inflação foi significativamente influenciada pelo grupo de Alimentação e bebidas, que apresentou o maior impacto, e ficou 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril, que havia sido de 0,89%.
Apesar da desaceleração mensal, o acumulado do IPCA-15 no ano de 2024 alcançou 3,02%. Nos últimos 12 meses, a taxa foi de 4,64%, superando os 4,37% registrados no período imediatamente anterior. Em maio de 2025, o índice havia sido de 0,36%.
Variações dos produtos
Entre os nove grupos de produtos e serviços analisados pelo IBGE, o setor de Alimentação e bebidas sobressaiu com a maior variação, atingindo 1,38%. Outros segmentos que exerceram influência significativa no resultado geral foram Habitação, com 1,03%, e Saúde e cuidados pessoais, com 1,05%.
As demais categorias apresentaram oscilações entre -0,33%, para Transportes, e 0,50%, para Despesas pessoais.
Quedas em transportes e combustíveis
No grupo Transportes, que registrou um índice de -0,33%, a principal mudança foi a desaceleração dos combustíveis. Eles passaram de uma alta de 6,06% em abril para uma queda de -1,47% em maio, com reduções notáveis no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e gasolina (-1,32%).
Em contraste, o gás veicular apresentou um aumento de 2,12%, e as passagens aéreas subiram 3,25%, revertendo a queda de 14,32% observada em abril. No mesmo grupo, o IBGE apontou um recuo de 0,56% no ônibus urbano, impulsionado por medidas de gratuidade ou redução tarifária em diversas cidades, como São Paulo (0,44%), Salvador (0,36%), Brasília (-3,30%), Belém (-3,41%), Belo Horizonte (-3,29%) e Curitiba (-1,46%).
Alimentação e habitação
O grupo Alimentação e bebidas, que teve um aumento de 1,38%, mostrou uma leve desaceleração na alimentação no domicílio, passando de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Essa variação foi influenciada pela queda de preços de itens como maçã (-2,32%) e café moído (-2,09%).
No entanto, outros produtos essenciais registraram altas significativas, incluindo batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%).
A alimentação fora do domicílio também desacelerou, de 0,7% em abril para 0,51% em maio, com a refeição registrando 0,57% e o lanche 0,37%, ambos com taxas menores que no mês anterior.
No segmento de Habitação, que apresentou alta de 1,03%, a energia elétrica residencial foi o principal fator de impacto individual, com um acréscimo de 2,16%. O IBGE ressaltou que, a partir de maio, a bandeira tarifária amarela entrou em vigor, adicionando R$1,885 a cada 100kWh consumidos.
Saúde
O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou uma variação de 1,05%, impulsionado principalmente pelos produtos de higiene pessoal (1,60%), pelos produtos farmacêuticos (1,25%) e pelos planos de saúde (0,5%). O IBGE destacou que o reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, autorizado a partir de 1º de abril, teve um peso considerável nessa categoria.
Coleta de preços
A coleta dos preços para o IPCA-15 ocorreu entre os dias 16 de abril e 15 de maio, sendo comparada com os valores registrados entre 18 de março e 15 de abril de 2026.
Este indicador abrange famílias com rendimento mensal entre 1 e 40 salários-mínimos e sua pesquisa se estende por diversas regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e o município de Goiânia.
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