Em greve da caixa há uma semana, os funcionários da Caixa Econômica Federal vão decidir na próxima segunda-feira (21) se encerram a paralisação. A categoria votará se aceita a nova oferta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

O custeio do plano de saúde, o Saúde Caixa, continua sendo uma das principais reivindicações dos trabalhadores.

Os empregados cobram o retorno da proporção de 70% para o banco e 30% para os funcionários. A nova oferta enviada na madrugada desta quinta-feira (17) eleva de 6,5% para 9% da folha o teto de participação patronal a partir de 2027.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

O modelo solidário do plano será mantido, sem cobranças extras por faixa etária. O texto prevê ausência de reajuste nas mensalidades em 2026, com a instituição arcando com o déficit.

O acordo ainda define atendimento exclusivo para o plano nas gerências e a criação de um grupo de trabalho em até 60 dias para debater a gestão.

Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, classificou a proposta como um avanço significativo.

“A ampliação da participação da Caixa de 6,5% para 9% é um avanço importante, pois representa um aumento recorrente de cerca de R$ 900 milhões”, afirmou.

A instituição financeira garantiu que vai preservar todos os direitos já estabelecidos nos acordos anteriores e na Convenção Coletiva de Trabalho.

Outras pautas da negociação

As tratativas também trouxeram mudanças no programa de remuneração variável Super Caixa, elevando a premiação inicial por habilitação para o segundo semestre de 2026.

Sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG), o banco prometeu abrir canais de diálogo com os representantes da classe para debates paritários.

Foi mantido também o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por funcionário devido à meta de eficiência operacional alcançada em junho de 2026.

Plenária de votação

A paralisação teve início no dia 10. A votação ocorrerá de forma virtual no dia 21, entre 11h e 18h, precedida por uma plenária tira-dúvidas.

Se aprovado o texto, a paralisação do dia 20 de agosto será abonada e os demais dias úteis parados precisarão ser compensados em até 180 dias.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072