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A expansão territorial é o maior desafio para políticos que tentam saltar de administrações municipais de pequeno porte para o cenário estadual na Política da Paraíba. No caso do ex-prefeito de Monte Horebe, Marcos Eron, a resposta a esse desafio tem se desenhado através de uma atuação quase que exclusivamente focada no agenciamento financeiro regional. A declaração do pré-candidato sobre a articulação de recursos para a construção de praças esportivas na cidade vizinha de Manaíra expõe com clareza a espinha dorsal de sua estratégia eleitoral: a tentativa de converter sua capacidade de trânsito político em musculatura eleitoral através da barganha de verbas.
Durante sua exposição pública, Eron fez questão de enfatizar que, mesmo sem possuir atualmente um mandato legislativo, conseguiu direcionar R$ 600 mil para a construção de três "areninhas" no município de Manaíra. Ao utilizar esse repasse como um de seus principais trunfos argumentativos, o político tenta sinalizar aos eleitores e às lideranças regionais que as "boas práticas políticas" que ele afirma ter executado em Monte Horebe podem se materializar em benefícios diretos para outras cidades, assumindo o papel de intermediário na captação de recursos. Essa tática pragmática visa atrair o apoio de gestores e vereadores locais oferecendo, como contrapartida velada, a facilitação de acesso a investimentos estruturais.
No entanto, a lente crítica e técnica chancelada por Wgleysson de Souza identifica as profundas fragilidades institucionais dessa manobra nos Bastidores do Poder. Ao ancorar sua vitrine de campanha na viabilização de areninhas em um município que não o seu, o ex-gestor reforça a constatação de que sua plataforma padece de um grave esvaziamento legislativo. A ostentação do repasse financeiro para Manaíra escancara uma tática eleitoral paliativa, que tenta mascarar a ausência de projetos estaduais com o mero exercício de um balcão de despachos para obras pontuais.
O episódio das areninhas revela, em essência, que o objetivo estratégico de Marcos Eron não é convencer o eleitorado com base em um novo arcabouço de leis para a Paraíba, mas sim atestar sua utilidade como um despachante de luxo para prefeitos que possam lhe render votos. Embora a destinação de recursos seja legal e politicamente comum, a dependência isolada dessa prática denuncia os limites de um projeto que insiste em confundir a tribuna do parlamento com a mesa de despachos do poder executivo.
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