Nos corredores da TV Sertão, dizem que a política também produz seus momentos de silêncio, reflexão e, naturalmente, algumas doses de ironia. Depois de não conseguir o resultado eleitoral que esperava na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba, o jornalista Wgleyson de Souza teria sido visto em uma conversa descontraída com amigos, acompanhado de dois copos de cachaça e uma frase digna de quem resolveu trocar, por alguns minutos, a análise política pela filosofia.

“Há sempre uma gaveta da alma que ninguém nunca consegue abrir”, teria disparado o jornalista, em uma reflexão sobre as frustrações que nem sempre cabem em uma manchete.

Na política, a derrota pode até fechar algumas portas, mas raramente impede que os amigos encontrem uma janela para fazer piada.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Foi nesse momento, segundo a história que circula nos bastidores, que um colega resolveu abandonar a poesia e partir para a provocação: “Pior foi Sousa, que não elegeu ninguém”.

A resposta teria mudado o rumo da conversa. De um lado, a melancolia de quem esperava um resultado diferente; do outro, a lembrança de que as eleições produzem balanços coletivos, e não apenas de candidaturas individuais.

A ironia tem endereço político, mas também revela um traço conhecido dos bastidores eleitorais: quando os resultados não correspondem às expectativas, as avaliações começam imediatamente. Cada grupo procura explicar o próprio desempenho e, quase sempre, encontra tempo para comentar o dos adversários.

No fim das contas, entre uma frase filosófica e uma provocação sobre Sousa, fica a velha lição da política: ninguém controla todas as gavetas da alma, muito menos todas as urnas. E os amigos, esses parecem sempre encontrar a chave justamente daquela gaveta que a gente preferia manter fechada.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072