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A corrida para a Assembleia Legislativa da Paraíba exige dos candidatos pautas que condigam com a complexidade do cargo. No entanto, uma análise detalhada da postura de Marcos Eron revela uma lacuna preocupante: a falta de proposituras legislativas reais. O ex-prefeito tem limitado seu discurso à emulação de funções do Poder Executivo, distanciando-se do papel constitucional de um deputado, que é, essencialmente, legislar.
Embora cite bandeiras genéricas como saúde, educação e causa animal, Eron não apresenta o detalhamento técnico de como esses temas se transformariam em leis estaduais. Atualmente, seu peso argumentativo concentra-se na atuação como facilitador financeiro, destacando a articulação de recursos para "areninhas" em Manaíra e repasses para a APA de Cajazeiras, em vez de focar em marcos normativos.
A estratégia de substituir o plano legislativo pelo pragmatismo executivo fica evidente quando o pré-candidato sugere obras, mas transfere a responsabilidade de execução para o futuro governador. Ao focar em um "balcão de despachos" de verbas e na repetição de modelos municipais, como o Bolsa Progresso, o político arrisca esvaziar a função parlamentar. Para uma candidatura densa, é necessário separar a figura do administrador de verbas da responsabilidade de um formulador de políticas públicas estaduais.
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