Em Monte Horebe, a movimentação política começa a levantar duas questões importantes para o grupo liderado pela prefeita Milena Nogueira e pelo ex-prefeito Marcos Eron: como a população avalia a atual administração e até que ponto a oposição permanece coesa diante das articulações locais.

Nos bastidores, integrantes da oposição sustentam que a aprovação do grupo governista não ultrapassaria 45%. Entretanto, a pesquisa realizada para esta coluna não encontrou levantamento público verificável que comprove esse percentual. Por isso, o número deve ser tratado como uma estimativa atribuída aos adversários políticos, e não como retrato confirmado da opinião dos moradores.

Os resultados eleitorais ajudam a estabelecer um ponto de comparação. Em 2024, Milena Nogueira foi eleita prefeita com 2.459 votos, correspondentes a 68,67% dos votos válidos, enquanto Padre Gilberto obteve 1.122 votos, ou 31,33%.

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A votação expressiva demonstra a força eleitoral que o grupo possuía naquele pleito, mas não determina o nível atual de aprovação administrativa. Para medir essa avaliação, seria necessário um levantamento específico, com metodologia, período de coleta, tamanho da amostra e identificação do responsável pela pesquisa.

Outro ponto que movimenta os bastidores é a informação de que duas lideranças da oposição estariam dispostas a conversar com o grupo governista caso recebam um convite. Até o momento, não foi possível confirmar publicamente quem seriam essas lideranças nem se houve contato concreto entre os envolvidos.

O contexto político recente mostra que as fronteiras entre os grupos não são necessariamente imutáveis. Em setembro de 2026, a imprensa regional noticiou a adesão de Cleuda Abreu, primeira suplente de vereadora ligada à oposição, ao projeto político de Marcos Eron.

O episódio comprova que houve uma movimentação política específica, mas não permite concluir que as duas lideranças mencionadas nos bastidores estejam preparando uma aproximação semelhante.

Em Monte Horebe, o desafio jornalístico é separar a força demonstrada nas urnas, a avaliação real da administração e as negociações políticas que ainda não foram confirmadas.

Para o grupo governista, eventuais novas adesões podem ampliar sua interlocução política. Para a oposição, possíveis conversas com adversários exigiriam esclarecimentos sobre as condições, os objetivos e os limites de uma aproximação. Nenhuma dessas consequências, porém, pode ser tratada como definida antes da confirmação dos fatos.

A questão central permanece aberta: existe uma mudança concreta na avaliação popular da gestão ou o percentual de 45% faz parte da disputa narrativa entre governo e oposição? E as possíveis conversas representam uma negociação em andamento ou apenas uma sondagem informal?

As respostas dependem de apuração adicional. Até que surjam dados verificáveis e manifestações dos envolvidos, tanto o índice de aprovação quanto a possível aproximação de duas lideranças devem permanecer identificados como informações não confirmadas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072