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A política de Cajazeiras é, por essência, um tabuleiro de xadrez onde cada menção a nomes de peso tem um propósito estratégico. Ao citar o ex-prefeito Zé Aldemir e a deputada Dra. Paula, a vereadora Raelsa não apenas buscou contextualizar o debate, mas desferiu um golpe de mestre na narrativa de seus opositores. A parlamentar utilizou a dinâmica política do casal para evidenciar que divergências e posicionamentos são naturais, desde que pautados pela transparência.
Raelsa relembrou que, por diversas vezes, a imprensa divulgou que Dra. Paula teria votos distintos de seu esposo, como no caso dos apoios a João Azevêdo e Veneziano. "Eu pensei que ele tava se referindo ao deputado José Aldemir que há muito tempo divulgava que a Dra. Paula ia votar em João Azevedo... eu disse: ele deve estar se referindo a João Azevedo e não a mim". Com essa fala, a vereadora desarmou a tentativa de Allyson de criar um fato político sobre a independência feminina e os arranjos familiares no poder.
Mais do que uma comparação, a menção serviu como um desafio aberto à idoneidade. Raelsa foi enfática ao declarar que nunca fez acordos obscuros e que sua relação com as lideranças locais sempre foi baseada no trabalho e não em trocas de favores. Ela desafiou publicamente Zé Aldemir a usar as redes sociais para dizer se algum dia a "beneficiou" de forma indevida, reafirmando que fala "firme, forte e rosado" porque sua consciência e suas mãos estão limpas.
Essa movimentação na tribuna redesenha o cenário local. Raelsa mostra que, para enfrentá-la, não bastam insinuações; é preciso ter o mesmo nível de coragem para citar nomes, sustentar alianças e, principalmente, manter a palavra — algo que ela sugere estar em falta no "vai e vem" de seus interlocutores.
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