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A possível criação da Universidade do Sertão da Paraíba voltou a movimentar os bastidores da política estadual e reacendeu uma disputa histórica entre municípios do interior pela centralização de investimentos federais na área educacional.
Nos últimos meses, o deputado estadual Chico Mendes vinha atuando para fortalecer pontes institucionais com o Ministério da Educação, liderado pelo ministro Camilo Santana. A estratégia incluiu articulações políticas e gestos institucionais que buscavam consolidar uma aproximação capaz de abrir caminhos para projetos estruturantes voltados ao Sertão.
Entre as iniciativas, destacaram-se homenagens aprovadas na Assembleia Legislativa da Paraíba, como a Medalha Padre Rolim, a Medalha Epitácio Pessoa — maior honraria do parlamento estadual — e a concessão do Título de Cidadão Paraibano ao ministro da Educação. Nos bastidores, o gesto era interpretado como parte de uma tentativa de fortalecer a interlocução política com o MEC.
Contudo, a disputa regional por protagonismo educacional ganhou novos contornos após a intensificação da articulação política do deputado federal Hugo Motta em Brasília. Interlocutores próximos às negociações indicam que o parlamentar ampliou seu diálogo com o Palácio do Planalto, o que pode reposicionar o destino de futuros projetos federais destinados ao Sertão.
Nesse cenário, o projeto da Universidade do Sertão da Paraíba — uma pauta defendida historicamente por Cajazeiras — voltou ao centro do debate. A proposta, que segundo lideranças locais ultrapassa mais de seis mil dias de mobilização política e institucional, representa uma das principais bandeiras educacionais da região.
Mesmo com o histórico protagonismo educacional de Cajazeiras e a forte mobilização política em torno do tema, a disputa territorial por investimentos federais permanece aberta. Nos bastidores do poder, cresce a percepção de que Patos também passou a figurar como possível sede para a futura instituição, ampliando o campo de disputa dentro da Política da Paraíba.
Um elemento adicional que circula nos corredores políticos envolve o próprio ministro da Educação. Camilo Santana possui ligação familiar com Cajazeiras por meio de sua esposa, que tem raízes no município e relação histórica com o ex-governador da Paraíba, Ivan Bichara Sobreira — um dos nomes tradicionais da política estadual.
Apesar das articulações em curso e das disputas regionais por protagonismo, a definição sobre a sede de uma eventual Universidade do Sertão da Paraíba segue indefinida nos bastidores de Brasília.
Enquanto o cenário político permanece em movimento, lideranças de Cajazeiras continuam mobilizadas para que o projeto histórico da universidade permaneça vinculado ao município que há décadas se apresenta como um dos principais polos educacionais do interior nordestino.
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