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O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 1.937 queixas de assédio eleitoral até a última segunda-feira (26), logo após o encerramento do segundo turno. Do montante total, 946 registros aconteceram bem no intervalo entre as duas etapas da disputa nas urnas.
A prática ilegal acontece quando superiores hierárquicos utilizam sua influência para coagir, pressionar ou tentar direcionar a escolha política de funcionários no ambiente laboral.
Para combater os abusos, equipes do órgão permaneceram em regime de plantão. A maioria absoluta das notificações esteve relacionada ao pleito para a Presidência da República.
Ao longo de todo o processo, foram ajuizadas 59 ações civis públicas. O resultado incluiu 52 liminares para assegurar a liberdade de voto e 53 termos de ajuste de conduta firmados com empregadores.
Casos e repercussão
Entre os episódios que chamaram atenção está a conduta do empresário Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás. Ele ofereceu viagem com tudo pago para afastar funcionários das urnas.
Outra ocorrência envolveu a Total Atacado, na Bahia. A empresa precisou cumprir escala para liberar empregados após denúncias de retenção no primeiro turno.
Casos envolvendo parlamentares eleitas, como Índia Armaleu (PL) no Rio de Janeiro e Jéssica Ramos Moreno (PL) no Paraná, também geraram alertas sobre postagens sugerindo demissões por viés político.
Especialistas reforçam que punir ou demitir subordinados por divergências ideológicas configura discriminação vedada tanto pela Constituição quanto pela CLT.
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