O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal (PF) instaue um inquérito para investigar indícios de interferência eleitoral estrangeira no Brasil, com foco em possíveis práticas de financiamento oculto de campanhas.

A ordem foi emitida após o magistrado analisar demandas apresentadas pelo PT no âmbito de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental. Para Dino, os indícios levantados exigem investigações autônomas sob a supervisão da Suprema Corte.

O ministro destacou que os novos elementos corroboram os alertas emitidos anteriormente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O órgão já havia apontado riscos significativos de pressões externas e aliciamento de atores estrangeiros nos pleitos do país.

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Suspeitas e financiamento externo

Entre os pontos centrais da apuração estão as menções aos executivos Tallis Gomes e Pedro Sang. Eles teriam atuado vinculados à empresa Rockbridge Network para captar recursos financeiros nos Estados Unidos voltados à campanha do candidato Flávio Bolsonaro.

Outro eixo de investigação envolve o impulsionamento pago de conteúdos eleitorais por perfis estrangeiros. Anúncios favoráveis a Flávio Bolsonaro foram veiculados em plataformas de apostas bloqueadas no país, conforme representação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por Renan Santos.

Atuação de plataformas e organismos internacionais

O ministro também incluiu nas apurações a análise sobre a conduta da Meta, citando falhas na garantia de integridade nas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp apontadas pelo próprio Comitê de Supervisão da empresa.

Observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) também reportaram instabilidades e restrições em contas de campanhas, além de assimetrias no alcance de conteúdos políticos durante o período eleitoral brasileiro.

Terras raras e minerais críticos

Por fim, a investigação da PF abrangerá denúncias sobre supostas ofertas de exploração de terras raras em troca de apoio político e interferência externa. Dino ressaltou a urgência de rastrear eventuais contrapartidas envolvendo recursos estratégicos da União.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072