O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou um lucro recorde recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, impulsionado pelo forte crescimento das operações de crédito em todo o país. No acumulado dos últimos 12 meses até junho, o resultado atingiu a marca inédita de R$ 17,1 bilhões.

Em coletiva concedida nesta segunda-feira (12), na sede da instituição em São Paulo, o presidente do banco, Aloizio Mercadante, destacou o desempenho positivo da estatal.

“É um balanço extraordinário. É muito raro você conseguir combinar essas condições que estamos aqui apresentando hoje, com consistente e acelerado crescimento no volume de créditos e uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado”, afirmou o executivo.

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Segundo o balanço divulgado, os ativos totais do banco chegaram à marca de R$ 1,05 trilhão, o maior valor já computado na história da instituição. Além disso, a carteira de crédito expandiu para R$ 684 bilhões — melhor patamar desde 2016 —, enquanto o patrimônio líquido alcançou o topo histórico de R$ 181 bilhões.

As aprovações de crédito avançaram 52% no período, totalizando R$ 110,6 bilhões. Os setores de infraestrutura (+91%, somando R$ 46 bilhões) e agropecuária (+46%, alcançando R$ 24,8 bilhões) lideraram a expansão das concessões.

A indústria demandou R$ 22,5 bilhões em recursos (+24%), ao passo que o segmento de comércio e serviços registrou R$ 17,3 bilhões em aprovações (+27%).

O suporte destinado às micro, pequenas e médias empresas atingiu a marca histórica de R$ 108,2 bilhões para o semestre, o que representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar da forte expansão da carteira, o índice de inadimplência superior a 90 dias permaneceu controlado em 0,05%, patamar consideravelmente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, que fechou em 4,68%.

Diversificação e agenda climática

Durante o evento, Mercadante ressaltou a estratégia de diversificação da carteira do BNDES, focado em setores inovadores como inteligência artificial, veículos elétricos flex, mobilidade aérea avançada e minerais críticos.

O presidente reforçou ainda a atuação do banco em projetos de enfrentamento e prevenção a emergências climáticas, visando mitigar os impactos de eventos severos de seca e chuvas nas diversas regiões do Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072