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Na noite de quinta-feira (8), uma decisão do TSE determinou que os deputados federais André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) retirem do ar um vídeo com acusações contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL). A ordem partiu do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, que considerou que a gravação dissemina informações sem respaldo fático sobre o plano de governo do político.
O ministro estabeleceu um prazo de apenas três horas para o cumprimento da liminar, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O período para a exclusão do conteúdo das redes sociais passa a contar a partir do momento em que os parlamentares forem oficialmente notificados.
No vídeo em questão, Janones e Lindbergh apontavam o que chamaram de "três bombas" planejadas por Flávio Bolsonaro que iriam "massacrar" os trabalhadores e aposentados brasileiros. Entre as supostas propostas mencionadas estavam o aumento da idade mínima de aposentadoria para 70 anos para homens e 65 para mulheres, além da desvinculação dos benefícios do salário mínimo.
Falta de provas e impacto digital
Os parlamentares também alegavam que o candidato pretendia instituir uma jornada de trabalho de 12 horas diárias sem folga semanal e privatizar a Petrobras. No entanto, o ministro André Mendonça ressaltou que tais alegações não constam nas diretrizes oficiais da campanha e carecem de comprovação fática na trajetória do candidato.
Mendonça destacou o perigo da desinformação ao apontar o alcance expressivo da publicação, que já acumulava mais de 6,8 milhões de visualizações e 40 mil comentários. Segundo o magistrado, o volume de engajamento tem potencial de influenciar indevidamente a percepção do eleitorado, justificando a intervenção urgente da Justiça Eleitoral.
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