O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou o encerramento do despovoamento sanitário em uma granja de perus de corte localizada em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina, onde foi detectado um foco da doença de Newcastle. A ação faz parte do rigoroso protocolo de contenção adotado pelas autoridades sanitárias.

Logo após a confirmação do caso, o estabelecimento passou por intervenção direta. Atualmente, equipes especializadas executam a limpeza profunda e a desinfecção completa das instalações para eliminar qualquer vestígio do agente infeccioso.

Paralelamente, as autoridades intensificaram a vigilância epidemiológica na zona restrita. O trânsito de aves e de materiais de risco segue sob forte fiscalização para evitar qualquer tipo de dispersão viral na região.

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A força-tarefa conta com a colaboração de técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), administrações municipais, Polícia Civil e o Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária.

Segundo o Mapa, essa união estratégica entre o governo federal e o serviço veterinário catarinense é vital para resguardar a avicultura nacional e assegurar o status sanitário do país frente aos parceiros comerciais.

Entenda o caso

O foco em granja comercial foi diagnosticado em um domingo (18). De imediato, a área foi isolada pelo Serviço Veterinário Oficial, paralisando totalmente a circulação de aves na zona afetada.

Como resposta rápida, foi decretado estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba e em cidades vizinhas, como Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Os órgãos competentes notificaram formalmente a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) e repassaram relatórios técnicos detalhados aos principais países importadores da carne brasileira.

Sobre a enfermidade

A doença de Newcastle compromete o sistema respiratório e nervoso de aves comerciais e silvestres. O agente causador é uma cepa virulenta do paramixovírus aviário do sorotipo 1.

A detecção no estado catarinense ocorreu por meio de investigações de campo conduzidas pela defesa agropecuária local, com validação laboratorial emitida pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072