Dorgivan de Castro, proprietário da granja transformada em uma casa de acolhimento em Santa Rita, na Grande João Pessoa, expressou surpresa com o volume de indivíduos que ocuparam o imóvel na última quarta-feira (21).

O espaço havia sido locado para abrigar uma filial de uma clínica de recuperação originalmente sediada no município de Goiana, em Pernambuco.

Na quinta-feira (22), o cenário mudou drasticamente quando mais de 100 pessoas abandonaram o local.

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Parte do grupo precisou passar a noite em um posto de combustíveis situado às margens da BR-230.

A dispersão ocorreu após uma agressão física registrada na propriedade, motivada pela tentativa de um familiar resgatar um interno. A vítima acionou a polícia e registrou um boletim de ocorrência.

Em declaração à TV Cabo Branco, Dorgivan explicou que a negociação foi feita com um homem chamado Gláucio Amaral.

O fluxo intenso começou na quarta-feira e, no dia seguinte, o espaço já contabilizava cerca de 160 ocupantes, gerando alerta imediato sobre a capacidade estrutural do ambiente.

“O nosso espaço estava disponível para locação, então fomos procurados para eles abrirem uma filial da clínica”, relatou o proprietário.

“Eu realmente fiquei meio espantado com o número de pessoas para o ambiente, em média 160 pessoas. Eu procurei ele e disse que aqui não ia comportar essa quantidade”, acrescentou.

O dono da granja soube da crise por meio da pessoa que formalizou a denúncia policial.

Ao retornar à propriedade, constatou que os líderes do projeto e grande parte dos abrigados já tinham partido.

“A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares”, pontuou.

Aos repórteres, os internos denunciaram falta de condições básicas de manutenção e supostos episódios de maus-tratos.

Houve relatos de que parentes sequer sabiam da transferência para a Paraíba, mantendo a crença de que eles ainda estavam em território pernambucano.

Diante da repercussão, Dorgivan garantiu que o contrato de locação será rescindido.

O foco atual é mapear e contatar as famílias para viabilizar o retorno seguro de todos os envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072