Com cinco horas e meia de duração, mais de 5 milhões de candidatos realizam no próximo domingo a primeira etapa da prova. Para evitar surpresas e gerenciar o tempo sem deixar questões em branco, é essencial conhecer detalhadamente a estrutura do Enem.

Nesta etapa inicial, os participantes respondem a 90 questões objetivas de múltipla escolha, divididas entre as áreas de linguagens e ciências humanas, além de elaborarem a redação. As disciplinas cobradas englobam:

  • Português
  • Literatura
  • Inglês/Espanhol
  • Artes
  • Tecnologia da informação e comunicação
  • Educação física
  • História
  • Geografia
  • Filosofia
  • Sociologia

O texto dissertativo-argumentativo deve conter no máximo 30 linhas. O candidato precisa desenvolver a proposta com base na frase temática, nos textos motivadores e em seus próprios conhecimentos sobre o tema.

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Como não existe um tempo fixo estabelecido para cada item, recomenda-se realizar simulados prévios para mensurar a média gasta por questão. Ao empacar em um item complexo, o ideal é marcar, avançar e retornar no final, reservando tempo suficiente para preencher a Folha de Redação com caneta preta e o Cartão-Resposta.

Teoria de Resposta ao Item

Diferente de outros exames, a seleção não utiliza pesos fixos nem anula acertos por erros. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adota a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para calcular a nota dos participantes.

Esse modelo estatístico mede a coerência lógica das respostas segundo o grau de dificuldade dos itens. Cada questão leva em conta três variáveis principais:

  • Parâmetro de discriminação: capacidade da questão de diferenciar quem domina a habilidade cobrada;
  • Parâmetro de dificuldade: quanto mais complexa a questão, maior seu valor na pontuação;
  • Parâmetro de acerto casual: probabilidade de um estudante acertar o item por chute.

Dessa forma, a nota final não é um simples cálculo de acertos brutos, permitindo que dois candidatos com o mesmo número de acertos obtenham notas distintas conforme as questões que acertaram.

Critérios de avaliação da redação

A redação é corrigida por dois avaliadores independentes, que podem atribuir até 1.000 pontos no total. Cada examinador distribui de 0 a 200 pontos entre cinco competências fundamentais:

  • Domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  • Compreensão da proposta e aplicação de conceitos de várias áreas do conhecimento;
  • Seleção, organização e interpretação de fatos e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  • Conhecimento dos mecanismos linguísticos para a construção da argumentação;
  • Elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Entre os motivos que levam à nota zero ou anulação direta estão a fuga ao tema, extensão inferior a oito linhas, trechos desconectados do assunto e descumprimento do formato dissertativo-argumentativo.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072