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Um grupo de 67 entidades da sociedade civil classificou como equilibrada a decisão da ANPD que suspendeu temporariamente a transmissão ao vivo no aplicativo Discord.
Divulgado nesta terça-feira (18), um abaixo-assinado aponta que a restrição atende aos preceitos do ECA Digital. O texto destaca que a ação é proporcional ao risco e não bloqueia a plataforma inteira.
A retomada do recurso depende de comprovação, pela empresa, de capacidade para detectar crimes e aplicar salvaguardas.
Outras ferramentas continuam ativas, como o envio de mensagens e integrações empresariais.
A sanção foi aplicada pela ANPD para conter casos graves de coação de menores de 18 anos.
A medida ocorreu após episódios como o suicídio de uma adolescente de 13 anos em Naviraí (MS), em 22 de julho.
A interrupção das transmissões no Brasil já foi cumprida pela empresa norte-americana.
Na carta, as organizações criticam a polarização política e lembram que há investigações da Polícia Civil em oito estados.
As apurações envolvem crimes no Discord e no Telegram, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
As infrações incluem recrutamento de jovens para crueldade contra animais, automutilação e induzimento ao suicídio.
O manifesto lembra que a ANPD exigiu relatórios semestrais de plataformas com mais de 1 milhão de usuários infantojuvenis.
Cabe à plataforma provar que previne riscos conhecidos antes de reativar o recurso.
Entre os signatários estão a Coalizão Direitos na Rede, Instituto Alana e SaferNet Brasil.
A estratégia brasileira aposta na prevenção e responsabilização no ambiente digital.
O documento reforça a cobrança por proteção efetiva aos jovens usuários.
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