A Justiça da Paraíba determinou a prisão preventiva em Patos para os pais de um recém-nascido de apenas 23 dias, morto a facadas na última quarta-feira (14). A conversão da prisão em flagrante ocorreu durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (15), no Sertão paraibano.

O casal, composto por jovens de 19 anos, responde pelos crimes de homicídio qualificado e omissão. O homem foi transferido para o Presídio Masculino Romero Nóbrega, enquanto a mulher foi encaminhada ao Presídio Regional Feminino, ambos localizados no município de Patos.

Perícia constata sofrimento antes do óbito

De acordo com o perito Dionísio Filho, do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), a vítima não morreu de forma imediata e agonizou após ser atacada. O laudo pericial contabilizou 24 perfurações, das quais 13 atingiram as costas e braços, e 11 afetaram o abdômen, rosto e tórax, chegando a perfurar o coração do recém-nascido.

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Versões conflitantes e linhas de investigação

Em depoimento à Polícia Civil, os investigados apresentaram relatos contraditórios e acusaram-se mutuamente pela execução do crime. O delegado Gilson Duarte trabalha com duas hipóteses principais: a atuação isolada da mãe ou o cometimento do homicídio em conjunto com o pai, avaliando também eventual omissão do genitor.

Para esclarecer os fatos, os policiais ouviram vizinhos e testemunhas que circulavam pela região no momento do ocorrido. Uma suposta gravação mencionada pela mulher não foi localizada no aparelho celular apreendido, que passará por perícia técnica especializada.

Residência invadida por populares

Durante a madrugada desta quinta-feira (15), moradores locais arrombaram o imóvel onde ocorreu a tragédia. Móveis e colchões foram queimados em via pública. A Polícia Militar informou que mantinha patrulhamento no local, mas a invasão ocorreu em um intervalo entre as rondas.

Apesar do ato de vandalismo, a Polícia Civil garantiu que o trabalho pericial na cena do crime já havia sido concluído na quarta-feira (14), não comprometendo as provas. Segundo apurado, o casal estava separado, mas a mulher havia retornado à residência no dia do crime para recolher pertences pessoais.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072