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A política não se constrói apenas com anúncios oficiais, mas com silêncios estratégicos. Em entrevista à Difusora Rádio Cajazeiras AM, o vereador Marcos Antônio da Silva (MDB), conhecido como Marcos do Riacho do Meio, tratou de esfriar especulações e reorganizar a narrativa em torno de seu posicionamento para as eleições deste ano.
Ao negar apoio já definido ao pré-candidato ao Governo do Estado, Cícero Lucena, o parlamentar deixa claro que seu grupo ainda está em fase de avaliação. No campo da disputa para deputado estadual, dois nomes seguem no radar: Junior Araújo (PP) e Zé Aldemir (PP). A decisão, segundo o próprio vereador, será tomada “mais adiante”, expressão que, na Política da Paraíba, costuma significar cálculo, diálogo e observação do cenário.
Até o momento, Marcos confirmou apenas dois apoios consolidados: ao presidente Lula e ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Essa definição antecipa o alinhamento federal, mas preserva margem de manobra no contexto estadual, onde os Bastidores do Poder se mostram mais complexos e territorializados.
Outro ponto relevante foi a sinalização de que poderá atender à prefeita Corrinha Delfino (PP), caso o cenário avance para apoio a Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado. O gesto, ainda condicionado, indica que o vereador mantém diálogo aberto com a gestão municipal, sem romper pontes ou antecipar compromissos definitivos.
Também merece registro a negativa pública sobre matéria que atribuía apoio fechado a Junior Araújo. Ao rebater a informação, Marcos reforça que sua decisão para deputado estadual permanece em aberto, evitando cristalizações políticas prematuras.
O episódio revela uma estratégia comum na Análise Política contemporânea: manter flexibilidade enquanto o tabuleiro estadual se organiza. Em Cajazeiras e no Sertão da Paraíba, alianças não são apenas ideológicas, mas estruturais, envolvendo projetos locais, influência regional e alinhamentos institucionais.
No atual momento, o vereador opta por preservar capital político, evitando movimentos irreversíveis. A mensagem é clara: no jogo da Política da Paraíba, quem decide cedo demais pode perder poder de negociação.
A Coluna Política do Portal Repórter TV seguirá acompanhando os desdobramentos, porque, no cenário estadual, silêncio também é estratégia e cautela é ativo político.
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