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O Ministério Público Federal (MPF) determinou nesta quarta-feira (5) que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entregue em até dez dias úteis o cronograma de obras para a reconstrução e o reforço de travessias na BR-101. A cobrança envolve as estruturas localizadas sobre os rios Paraíba, em Santa Rita, e Mamanguape.
A medida foi disparada após o órgão ministerial exigir detalhes sobre os prazos de execução dos projetos e a continuidade das vistorias técnicas. O g1 tentou contato com o Dnit para verificar se a autarquia já foi notificada, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Além dos planos de trabalho, o MPF exigiu a comprovação de monitoramentos topográficos e inspeções subaquáticas periódicas. Também foram requisitadas informações sobre as empresas terceirizadas encarregadas pela manutenção do trecho e o andamento de apurações internas sobre o colapso da ponte no Rio Paraíba.
Perícia técnica e vistorias
Como desdobramento das fiscalizações, o MPF conduzirá uma perícia independente de engenharia. O objetivo é apurar se falhas em manutenções preventivas ou corretivas contribuíram para a queda da estrutura, avaliando se o problema poderia ter sido evitado.
O trabalho pericial também vai gerar um relatório fotográfico completo da região afetada. O material servirá para documentar as condições atuais dos desvios de tráfego, o isolamento dos perímetros de risco e as patologias apontadas em laudos anteriores.
Situação crítica das pontes
Em reposta anterior enviada aos investigadores, o Dnit confirmou que a estrutura direita da ponte sobre o Rio Paraíba, situada no km 77,65, sofreu um colapso parcial em 7 de março de 2026 e tornou-se irrecuperável. O local passará por demolição controlada via implosão, enquanto a pista oposta segue sob observação constante.
Conforme os laudos do departamento, a degradação ocorreu devido à perda superior a 70% da seção das estacas metálicas por corrosão, somada a agentes hidrológicos. Já no Rio Mamanguape, a estrutura direita está interditada desde 31 de março de 2026 devido a danos no concreto e nos encamisamentos, operando atualmente em pista simples.
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