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O delegado Braz Morrone e dois agentes da Polícia Civil foram detidos nesta terça-feira (2) em João Pessoa, Paraíba, durante a deflagração da Operação Perfídia. A ação policial, que investiga a ligação de servidores públicos com uma organização criminosa, teve início após uma denúncia crucial de um traficante sobre o furto de entorpecentes por membros da própria corporação.
Segundo o delegado Rafael Bianchi, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), responsável por presidir as investigações, o processo teve início em fevereiro de 2023. A denúncia partiu de um traficante que alegou ter tido suas drogas subtraídas por uma equipe policial. Após a identificação do denunciante como membro de uma organização criminosa, foram iniciadas diligências prévias para monitorar a rotina dos envolvidos.
Nesta terça-feira (2), a Operação Perfídia cumpriu nove mandados de prisão, incluindo o do delegado da Polícia Civil Braz Morrone e de dois agentes da corporação. Eles são suspeitos de envolvimento com um grupo criminoso que, segundo as investigações, teria se beneficiado da estrutura do Estado.
As apurações indicam que a organização criminosa contava com a colaboração de agentes públicos, que supostamente utilizavam a estrutura estatal para viabilizar atividades ilícitas. O nome da operação, Perfídia, que remete a 'traição' ou 'deslealdade', reflete a natureza da conduta imputada aos investigados. Além das prisões, foram executados 24 mandados de busca e apreensão e a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos envolvidos.
O delegado Braz Morrone e sua atuação
O delegado Braz Morrone, com mais de duas décadas de serviço na Polícia Civil, atualmente exercia suas funções na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) em João Pessoa. Sua trajetória profissional inclui passagens por outras unidades, como a Delegacia de Repressão a Entorpecentes.
Outros detidos na Operação Perfídia
Entre os agentes detidos está Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido pelos codinomes 'Bomba' ou 'Bombado'. A Polícia Civil o identifica como um operador central da organização, responsável por intermediar a comunicação entre policiais e traficantes.
O segundo agente preso é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apelidado de 'Mão Branca'. As investigações apontam que ele teria participação direta no furto de entorpecentes, além de monitorar carregamentos, empregar rastreadores e ocultar drogas em sua residência.
A lista de outros detidos na operação inclui João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza (conhecido como 'Galinha'), José Alexandrino de Lira Júnior ('Júnior Lira'), Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva ('Babau').
Até o momento, as defesas dos suspeitos não foram localizadas para se manifestar sobre as acusações.
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