A Paraíba se destaca negativamente entre os dez estados brasileiros com os maiores índices de reprovação no início do ensino fundamental, registrando uma taxa de 5,1% especificamente no 6º ano. Essa informação alarmante foi divulgada nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), a partir dos dados do Censo Escolar.

O 6º ano do ensino fundamental é um período de transição crucial para alunos de até 11 anos, marcando o início dos anos finais. Nesta fase, os estudantes passam a ter diferentes professores para cada disciplina, o que pode representar um desafio adaptativo significativo.

A lista dos dez estados com as maiores taxas de reprovação nessa etapa do ensino é liderada pelo Rio Grande do Norte, com 13,9%, seguido por Bahia (8,2%) e Sergipe (7,8%). A Paraíba ocupa a nona posição, antecedida por Amapá (6,9%), Rio Grande do Sul (6,5%), Mato Grosso do Sul (6,0%), Pará (5,6%) e Roraima (5,3%), e logo acima do Rio de Janeiro (5,0%).

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Em um contraponto positivo, o Censo Escolar do Inep também revelou avanços significativos para a Paraíba em outras frentes. Entre 2022 e 2025, o estado registrou uma queda notável nas taxas de abandono escolar, que recuaram de 10,6% para 3,9%.

No mesmo período, a reprovação geral também diminuiu de 6,7% para 2,8%. Adicionalmente, o indicador de atraso escolar, que mede a distorção idade-série, apresentou uma redução de 30,5% para 26,1% no mesmo intervalo de três anos, evidenciando esforços para manter os estudantes na trajetória adequada.

Cenário nacional de avanços educacionais

Em âmbito nacional, os dados do Ministério da Educação para o período de 2022 a 2025 também apontam melhorias substanciais. A reprovação no ensino médio público em todo o país sofreu uma queda expressiva de 62%. Paralelamente, o abandono escolar foi reduzido em 61%.

A distorção idade-série, que reflete o atraso escolar, diminuiu em 28%. Como resultado desses avanços na permanência, a taxa de aprovação geral cresceu 11%, o que o MEC interpreta como um sinal de progresso no sucesso escolar dos estudantes brasileiros.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072