A prévia da inflação oficial de setembro registrou alta de 0,70%, conforme dados do IPCA-15 divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado marca a maior taxa desde abril, quando o índice ficou em 0,89%, e representa uma inversão em relação à deflação de -0,40% observada em agosto.

Com esse avanço, o indicador avança para 4,47% no acumulado de 12 meses. No mês anterior, essa taxa em 12 meses estava em 4,24%. O principal motor dessa aceleração foi o encarecimento da energia elétrica residencial, que deixou de contar com o desconto extraordinário concedido anteriormente.

Impacto da energia e grupos de consumo

O grupamento de habitação teve alta de 2,07% e foi o que mais pressionou o índice geral no período. A conta de luz subiu 7,42%, gerando o maior impacto individual isolado de 0,29 ponto percentual. O movimento ocorreu porque o bônus de Itaipu, aplicado em agosto, reduziu artificialmente a base de comparação anterior.

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Além da habitação, outros setores apresentaram variações relevantes. O grupo de transportes avançou 0,60%, influenciado pela alta de quase 10% nas passagens aéreas. Já em alimentação e bebidas, a alta foi de 0,40%, com destaques negativos para o tomate, que disparou 20,76%, e o arroz, com acréscimo de 2,39%.

Metodologia e próximos passos

O IPCA-15 serve como um termômetro antecipado para a inflação oficial do país. A coleta de preços para esta edição ocorreu entre 15 de agosto e 15 de setembro, abrangendo famílias com renda de um a 40 salários mínimos em diversas regiões metropolitanas.

O resultado oficial completo de setembro será divulgado pelo IBGE no dia 9 de outubro. Enquanto isso, agentes do mercado financeiro continuam monitorando os desdobramentos econômicos para os próximos meses.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072