O Distrito Federal e mais 15 estados brasileiros registraram um rendimento médio mensal de trabalhador recorde no primeiro trimestre de 2024. Esse patamar alcançado por 16 unidades da federação espelha a média nacional, que atingiu o valor mais alto desde 2012, data de início da série histórica da pesquisa, situando-se em R$ 3.722.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14), como parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A metodologia da pesquisa abrange o comportamento no mercado de trabalho para indivíduos a partir de 14 anos de idade. Ela considera todas as modalidades de ocupação, incluindo trabalho com ou sem carteira assinada, empregos temporários e atividades por conta própria.

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No Distrito Federal, o rendimento médio registrado foi de R$ 6.720, um valor 81% superior à média nacional, que já havia sido divulgada anteriormente.

Este montante no DF é aproximadamente o triplo do valor observado no Maranhão, que registrou R$ 2.240. Apesar de ser um recorde para o estado maranhense, o valor é o menor entre todas as unidades da federação.

O desempenho expressivo do Distrito Federal é atribuído ao elevado número de servidores públicos na capital federal, cujas remunerações frequentemente superam as da iniciativa privada.

Unidades da Federação com recorde de rendimento do trabalhador:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

A análise da Pnad Contínua também indica que três das cinco grandes regiões do Brasil alcançaram recordes no rendimento médio mensal no primeiro trimestre:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Desocupação em queda no país

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação nacional, popularmente conhecida como taxa de desemprego, atingiu 6,1% no primeiro trimestre deste ano. Este índice representa o menor percentual para o período em toda a série histórica da pesquisa.

A definição do IBGE considera desocupada a pessoa que buscou ativamente por uma vaga de trabalho nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Os agentes do instituto realizaram visitas a 211 mil domicílios em todo o território nacional.

O levantamento aponta que 12 estados apresentaram taxas de desocupação inferiores à média nacional. Santa Catarina se destacou, sendo o único estado a registrar um índice abaixo de 3%.

Taxas de desocupação por Unidades da Federação no primeiro trimestre:

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%
FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072