Os servidores técnicos e administrativos da USP (Universidade de São Paulo) puseram fim à greve de dez dias nesta segunda-feira, 24 de abril, após a formalização de um acordo com a reitoria da instituição e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). A paralisação, que teve início em 14 de abril, visava a isonomia nas gratificações, equiparando-as às concedidas aos docentes.

A administração da USP confirmou que nivelará os recursos destinados às gratificações para ambas as categorias profissionais. Contudo, o efetivo pagamento dessas gratificações ainda aguarda a submissão de uma proposta estruturada aos órgãos técnicos internos, sem uma data de implementação definida.

Além disso, o acordo prevê a formalização do abono das horas não trabalhadas em dias de “pontes” de feriados e durante o recesso de final de ano, uma demanda importante da categoria.

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Houve também progresso nas negociações relativas aos trabalhadores terceirizados. A reitoria comprometeu-se a explorar soluções que garantam condições de deslocamento semelhantes às dos servidores da USP, incluindo a gratuidade no transporte interno do campus.

Greve estudantil permanece ativa na USP

Os estudantes da Universidade, por sua vez, continuam com a paralisação que teve início em 16 de abril. As principais reivindicações incluem o protesto contra cortes no programa de bolsas, a escassez de vagas em moradias estudantis e problemas no fornecimento de água.

Após um encontro com a reitoria, foi agendada uma mesa de negociação específica com os representantes estudantis para a próxima terça-feira, 28 de abril.

A USP informou, ainda, a revogação de uma portaria que regulamentava o uso dos espaços concedidos aos centros acadêmicos, proibindo atividades comerciais ou sublocações. Essa decisão representou um fator crucial para a intensificação da mobilização discente atual.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072