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O setor de serviços do Brasil apresentou uma contração de 0,4% em maio, influenciado principalmente pela retração na área de transportes. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o resultado ficou aquém das projeções do mercado, que esperavam uma variação próxima de zero. A queda em maio impacta a expansão acumulada do setor.
A Secretaria da Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda confirmou o desempenho, que contrasta com a expansão de 0,4% registrada na comparação anual e o avanço de 1,9% no acumulado de janeiro a maio. No entanto, a taxa de crescimento anualizada em 12 meses, que atingiu 2,6%, mostra uma desaceleração em relação aos 2,9% apurados em abril.
A pesquisa mensal, que abrange atividades como turismo, alimentação e tecnologia, também revela que o setor de serviços está 19,6% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020. Contudo, ainda se encontra 0,5% abaixo do pico histórico registrado em outubro de 2025.
Freio nos transportes
A principal causa para o recuo em maio foi o desempenho negativo do segmento de transportes, serviços auxiliares e correios, que apresentou uma queda de 1%. Este grupo representa uma parcela significativa (33,67%) do índice geral de serviços.
Segundo Rodrigo Lobo, analista da pesquisa, a redução na receita de empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de carga e logística foi o fator determinante. O volume de transporte de passageiros caiu 1,3% e o de cargas, 0,2%, na comparação mensal.
Em contrapartida, os serviços prestados às famílias mostraram resiliência, com alta de 0,2%, atingindo o maior nível desde dezembro de 2014. Lobo atribui esse crescimento a fatores como o baixo desemprego, o aumento da massa de rendimentos e a estabilidade de preços.
Índice de atividades turísticas
O índice de atividades turísticas (Iatur) também registrou queda em maio, recuando 0,4% em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, contudo, o setor turístico expandiu 1,7%.
O Iatur, que engloba 22 atividades ligadas ao turismo, como hotelaria e agências de viagens, está 10,8% acima do nível pré-pandemia. Apesar disso, ainda se encontra 2,5% abaixo do seu pico histórico de dezembro de 2024.
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