O consumidor paraibano precisa ficar atento: a partir de 1º de fevereiro de 2027, abastecer o veículo e comprar o gás de cozinha poderá pesar ainda mais no orçamento. O Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) aprovou novos valores fixos do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha. E a Paraíba está diretamente envolvida nessa decisão.

O nome de Lucas Ribeiro precisa entrar nessa discussão. Como chefe do Executivo estadual, ele tem a responsabilidade política de explicar aos paraibanos qual foi a posição defendida pelo governo da Paraíba e quais medidas pretende adotar diante de mais uma atualização tributária que atinge produtos essenciais.

Os números são claros. O ICMS da gasolina passará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, uma elevação de aproximadamente 4,5%. No diesel, o valor sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, aumento de cerca de 11,1%. Já o gás de cozinha passa de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, uma alta de aproximadamente 4,8%. 

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E não se trata de uma decisão distante da realidade paraibana. O documento oficial do CONFAZ registra a participação de Marialvo Laureano dos Santos Filho como representante da Paraíba na celebração dos convênios que estabeleceram os novos valores. Posteriormente, o Ato Declaratório nº 27/2026 registrou que as unidades federadas aprovaram, por unanimidade, a ratificação antecipada dos convênios. 


É importante esclarecer: não há, nesses documentos, comprovação de que Lucas Ribeiro tenha votado pessoalmente ou de que tenha sido o responsável individual pelo reajuste. Mas há o registro institucional da participação da Paraíba na decisão nacional. E isso exige explicações do governo estadual.

O argumento dos estados é de que a atualização segue as regras da Lei Complementar nº 192/2022, que instituiu o modelo de tributação monofásica dos combustíveis. O Comsefaz também informou que os governos estaduais buscavam alternativas para reduzir o impacto da atualização sobre o diesel, diante da instabilidade internacional dos preços dos derivados de petróleo. 
Comsefaz


Mas a justificativa técnica não encerra o debate político. O cidadão quer saber como essas decisões afetam sua vida, o preço do transporte, o custo dos alimentos e as despesas de casa. No Sertão paraibano, onde muitas famílias dependem de veículos para trabalhar e se deslocar, qualquer pressão sobre os combustíveis merece atenção.

Lucas Ribeiro precisa responder: o que a Paraíba defendeu nessa discussão? O governo estadual buscou alternativas para proteger o consumidor? Existe alguma iniciativa para reduzir os efeitos desse reajuste sobre a população?

Não basta participar de uma decisão nacional e depois deixar que o consumidor descubra a conta no posto de combustível ou na compra do botijão de gás.

A cobrança não é apenas sobre o aumento do imposto. É sobre transparência, responsabilidade e compromisso com quem paga a conta. O governo estadual precisa falar com clareza, apresentar sua posição e explicar aos paraibanos o que fez para evitar que o peso dessa atualização recaia ainda mais sobre as famílias.

A população não pode ser lembrada apenas na hora de pagar. Também precisa ser respeitada na hora em que decisões que afetam diretamente seu orçamento são tomadas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072