Há avaliações políticas que nascem de partidos, grupos organizados e militâncias. E há aquelas que surgem de uma observação mais simples, feita por quem acompanha a rotina da cidade sem declarar paixão política por nenhum lado.

Em Cajazeiras, um cidadão vem chamando atenção para aquilo que considera um dos pontos positivos da administração da prefeita Maria do Socorro Delfino (PP): a disposição para trabalhar e acompanhar de perto as ações do município.

Segundo esse relato, a prefeita demonstra disposição para enfrentar uma rotina extensa, sem uma delimitação rígida entre hora de começar e hora de encerrar a jornada. A avaliação é de que essa presença acaba sendo percebida principalmente quando a gestora aparece nos locais onde obras e ações estão sendo executadas.

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A imagem usada pelo cidadão é curiosa e, ao mesmo tempo, reveladora do tom de sua percepção: ele compara a prefeita a um “sabiá beliscando uma fruta saborosa”, numa referência ao comportamento alegre e descontraído com que, segundo ele, Maria do Socorro costuma chegar às obras e atividades da administração.

A observação, naturalmente, pertence ao campo da percepção individual e não substitui indicadores oficiais capazes de medir o desempenho de uma gestão pública. Mas há um elemento político importante nessa leitura: a presença física do gestor nos bairros, obras e equipamentos públicos também constrói percepção junto à população.

Em tempos nos quais administrações são avaliadas não apenas pelos números, mas também pela capacidade de comunicação e pela presença nos espaços onde os problemas acontecem, a disposição demonstrada pelo gestor pode se transformar em ativo político.

No caso de Maria do Socorro Delfino, essa percepção positiva apontada pelo cidadão se soma ao debate mais amplo sobre os resultados da administração municipal. A presença de uma prefeita nas ruas pode produzir percepção política, mas são os resultados concretos da gestão que, no fim, determinam a dimensão dessa aprovação.

Por enquanto, o que existe é uma leitura espontânea de um cidadão que afirma não estar movido por paixão partidária. E, numa cidade politicamente movimentada como Cajazeiras, até esse tipo de observação merece ser considerado como parte do termômetro das ruas.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista. REG. PROF. FENAJ 4407/PB | API/PB 3072