A quinta rodada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) e o sindicato patronal (Rio Ônibus) foi encerrada sem um acordo nesta quarta-feira (22) no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). A falta de consenso sobre o reajuste salarial mantém os rodoviários em estado de greve, com os empresários persistindo na oferta de 5% frente à demanda de 12% da categoria.

Durante o encontro, os representantes das empresas de ônibus mantiveram a oferta de um reajuste de 5% sobre os salários, índice significativamente abaixo dos 12% pleiteados pelos trabalhadores. Além disso, foi proposto um aumento de 6% na cesta básica, elevando-a para aproximadamente R$ 700 mensais.

No entanto, o Sintraturb-Rio rejeitou essa proposta, argumentando que, após os devidos descontos, o valor efetivo da cesta básica seria reduzido para cerca de R$ 600, quantia considerada insuficiente para promover uma mudança real na qualidade de vida dos rodoviários.

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A sessão, presidida pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, representou mais uma etapa nas tentativas de se alcançar uma solução consensual para o impasse. Diante da persistência do desacordo, o processo de dissídio coletivo prosseguirá agora em sua tramitação regular.

O magistrado estabeleceu um prazo simultâneo de dez dias para que ambas as partes apresentem suas defesas e para que o Município do Rio de Janeiro se manifeste no processo.

Posteriormente, será concedido um período de cinco dias para réplica. Após a emissão de parecer pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), os autos serão encaminhados a um desembargador relator e, então, submetidos ao julgamento da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic). Este trâmite definirá se a paralisação será considerada abusiva ou não.

Possibilidade de retomada das negociações

Apesar do encerramento da fase de conciliação, o desembargador Gustavo Alkmim fez questão de enfatizar que as portas para o diálogo permanecem abertas. As negociações podem ser retomadas a qualquer instante, desde que haja interesse mútuo entre as partes envolvidas.

"O tribunal está inteiramente à disposição. Basta que as partes informem no processo, e uma nova audiência será designada para dar prosseguimento às negociações", esclareceu o desembargador.

A procuradora Deborah da Silva Félix, representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), também esteve presente na audiência. Ela expressou a expectativa de que empregados e patrões consigam avançar em suas tratativas.

Os rodoviários do Rio de Janeiro haviam iniciado uma greve em 29 de junho, mas suspenderam o movimento em 2 de julho, atendendo a um pedido do TRT-RJ. Desde essa data, a categoria mantém o estado de greve, aguardando uma solução para o impasse.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072