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O Hospital de Trauma de Campina Grande registrou que os acidentes de moto compõem cerca de 9% do total de seus atendimentos no Agreste paraibano. Segundo levantamento do Núcleo de Dados da Rede Paraíba, a unidade enfrentou um aumento expressivo nas ocorrências entre 2024 e 2025, evidenciando um desafio crescente para a saúde pública regional.
Em 2024, a instituição contabilizou 8.815 procedimentos ligados a sinistros com motocicletas, consolidando-se como a segunda maior demanda clínica, superada apenas pelas quedas. No entanto, o cenário agravou-se em 2025, quando o volume saltou para 10.685 casos, representando uma alta de aproximadamente 21%.
A análise estatística revela que, durante o ano de 2025, o hospital manteve uma média diária de 29 assistências a motociclistas. Esse fluxo constante sobrecarrega a infraestrutura que atende pacientes vindos de quase 400 municípios paraibanos, com destaque para Campina Grande, Queimadas e Lagoa Seca.
Gravidade das lesões e negligência no uso de EPIs
De acordo com Matheus Matos, coordenador da área vermelha da unidade, a gravidade dos quadros clínicos está frequentemente ligada ao uso incorreto ou à ausência do capacete. O especialista destaca que o trauma crânio-encefálico severo é uma das consequências mais recorrentes nessas situações.
Além das lesões na cabeça, as equipes médicas lidam frequentemente com fraturas expostas em membros superiores e inferiores. Traumas torácicos e abdominais fechados também figuram entre os resultados críticos dos impactos sofridos pelos condutores nas vias públicas.
Impacto financeiro e tempo de internação
O custo para o sistema de saúde é significativo, variando conforme a complexidade de cada caso. Enquanto uma internação simples de quatro dias custa cerca de R$ 6 mil, pacientes em estado crítico, que demandam UTI e múltiplas cirurgias, podem gerar despesas de até R$ 400 mil por indivíduo.
Panorama na capital paraibana
A situação no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa também exige atenção, mantendo uma média de 27 acolhimentos diários. Em 2024, a unidade realizou 9.786 atendimentos, número que permaneceu estável no ano seguinte, com 9.787 registros oficiais.
Nos primeiros três meses de 2026, a capital já contabilizou 2.375 assistências relacionadas a acidentes motociclísticos. Os dados reforçam a urgência de estratégias de segurança viária. Para mais detalhes, você pode seguir o canal do g1 PB no WhatsApp.
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