A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu autorização, nesta quarta-feira (22), para a utilização do fármaco Mounjaro no tratamento de diabetes tipo 2 em pacientes pediátricos a partir dos 10 anos de idade. Previamente, a indicação do medicamento era exclusivamente para o público adulto.

Por meio de comunicado, a Anvisa esclareceu que as outras aplicações do Mounjaro seguem restritas a adultos. "A única alteração consiste na expansão do grupo de pacientes elegíveis para o tratamento de diabetes, que antes era exclusivo para adultos e agora inclui a faixa etária pediátrica", detalhou a agência.

O Mounjaro integra a categoria dos agonistas do receptor GLP-1, uma classe de medicamentos amplamente reconhecida e frequentemente apelidada de "canetas emagrecedoras".

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Manipulação

Na semana vindoura, a diretoria colegiada da Anvisa tem agendada a discussão de uma proposta de instrução normativa que estabelecerá os procedimentos e requisitos técnicos aplicáveis à manipulação das chamadas "canetas emagrecedoras".

Esta nova regulamentação se inserirá em um conjunto de estratégias que fazem parte do plano de ação divulgado em 6 de maio, o qual é constituído por iniciativas regulatórias e de fiscalização direcionadas a essa categoria de medicamentos.

Grupos de trabalho

Na semana anterior, o órgão regulador divulgou portarias que estabelecem a criação de dois grupos de trabalho, com o objetivo de apoiar a atuação da autarquia no âmbito da vigilância sanitária e de assegurar a segurança dos pacientes que fazem uso das "canetas emagrecedoras".

O primeiro desses grupos, instituído pela Portaria 488/2026, será composto por membros do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Por sua vez, a Portaria 489/2026 estabelece o segundo grupo, cuja função será monitorar e analisar a execução de um plano de ação elaborado pela Anvisa, além de fornecer subsídios para as deliberações da diretoria colegiada, por meio da proposição de iniciativas de aperfeiçoamento.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072