Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), propõe a implementação de uma identificação visual padronizada para tornozeleiras eletrônicas utilizadas por agressores em situações de violência doméstica, especialmente aquelas de alto risco. A medida visa facilitar a fiscalização, fortalecer a proteção das vítimas e atuar como um inibidor de novas condutas violentas.

A iniciativa busca, primordialmente, otimizar o reconhecimento e a fiscalização por parte das autoridades policiais. Ao tornar a tornozeleira eletrônica visualmente distinta, espera-se que o monitoramento seja mais eficaz, contribuindo diretamente para a segurança das mulheres em risco.

É fundamental que a padronização visual observe rigorosos critérios de razoabilidade e proporcionalidade. O texto da proposta enfatiza que a identificação não pode, em hipótese alguma, submeter o usuário da tornozeleira a qualquer tipo de exposição vexatória ou degradante, garantindo a dignidade da pessoa humana.

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A regulamentação das especificações técnicas, dos níveis de visibilidade e das situações que justificam a dispensa da identificação ficará a cargo do Poder Executivo. Isso assegura que a implementação seja feita de forma prática e adaptada às realidades operacionais.

A determinação proposta será incluída na Lei 15.383/26, legislação que já prevê a monitoração eletrônica de agressores como uma medida protetiva autônoma no contexto da Lei Maria da Penha. Essa alteração visa complementar e fortalecer as ferramentas já existentes para combate à violência contra a mulher.

Para a deputada Coronel Fernanda, a ausência de uma identificação visual padronizada nas tornozeleiras eletrônicas tem limitado o potencial preventivo dessa importante medida e dificultado a fiscalização efetiva. A parlamentar ressalta a necessidade de aprimorar os mecanismos de proteção.

A deputada esclarece que "a medida não possui caráter punitivo adicional, mas natureza instrumental de proteção, sendo aplicada mediante decisão judicial fundamentada e observando os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da vedação a tratamento degradante".

Próximos passos da tramitação

O Projeto de Lei 1811/26 está tramitando em regime de urgência, o que permite que seja votado diretamente pelo Plenário da Câmara dos Deputados, sem a necessidade de passar por todas as comissões. Para que se torne lei, ainda precisará da aprovação tanto da Câmara quanto do Senado Federal.

Para entender melhor o processo legislativo, conheça a tramitação de projetos de lei.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072