O **TRE-RJ** aprovou por unanimidade o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o envio de **tropas federais** durante as **eleições** deste ano no Rio de Janeiro. A medida visa conter a influência de organizações criminosas que exercem controle territorial em diversos municípios do estado, assegurando o pleno exercício democrático.

A decisão, ratificada em plenário na última quinta-feira (9), conta com o aval do governador interino, Ricardo Couto. O objetivo central é mitigar os riscos impostos por grupos armados que atuam de forma ostensiva em comunidades fluminenses.

Segundo o desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do **TRE-RJ**, a presença militar é indispensável. Ele ressaltou que muitos eleitores residem e votam em áreas sob o domínio de facções, especialmente na Região Metropolitana.

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O magistrado descreveu a situação como um "fenômeno estrutural" do estado, e não apenas incidentes isolados. Ele recordou que o auxílio federal tem sido uma constante no Rio de Janeiro desde o pleito de 2012.

"Não se trata de risco difuso ou pontual de tumulto, mas de fenômeno estrutural", afirmou Tavares. Ele enfatizou que o controle armado continuado fere a liberdade de escolha do cidadão.

Para o chefe da Justiça Eleitoral local, a coação, mesmo que silenciosa, compromete a lisura do processo. A vigilância de criminosos nas seções eleitorais impede que a manifestação da vontade pública seja plena.

Apoio do governo estadual

Conforme a Resolução 21.843/2004 do TSE, o uso de forças federais exige que o governador reconheça a insuficiência do aparato de segurança estadual para o pleito. Ricardo Couto já manifestou concordância com a demanda.

O diálogo entre o tribunal e o governo estadual ocorreu no início da semana. Foram discutidos os preparativos para o primeiro turno, em 4 de outubro, e o eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Se o plenário do TSE autorizar o pedido, o Ministério da Defesa será formalmente acionado. A partir daí, o **TRE-RJ** coordenará os detalhes operacionais diretamente com o comando das forças militares locais.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072