As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho na Paraíba dobraram às vésperas do segundo turno, atingindo quase 50 registros nesta quinta-feira (22), segundo o Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-PB).

Durante o primeiro turno, o órgão havia contabilizado 25 ocorrências. Diante desse crescimento, o MPT expediu recomendações formais para empresas e sindicatos.

O objetivo é assegurar que os funcionários tenham plena liberdade para votar. As companhias devem ajustar escalas de trabalho aos domingos e divulgar orientações.

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O que configura a prática

Conforme o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o assédio ocorre quando há coerção, constrangimento ou influência sobre as escolhas políticas do trabalhador.

O poder diretivo do empregador não dá direito de interferir na vontade política da equipe ou condicionar benefícios a apoio a candidatos.

Como acionar o MPT

O procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley lembra que as denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima ou sigilosa.

No sábado (24) e no domingo (25), das 8h às 17h, o MPT funcionará em regime de plantão presencial em João Pessoa e Campina Grande para receber os relatos.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072