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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi contemplada com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos nesta semana, em São Paulo. Os veículos Agência Brasil e TV Brasil foram premiados por coberturas jornalísticas focadas na defesa dos direitos humanos, destacando a dor de vítimas da violência policial e os impactos do trabalho escravo doméstico.
O fotojornalista Tomaz Silva, da Agência Brasil, conquistou a premiação na categoria fotografia com o registro do sofrimento de Fernanda da Silva Martins no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. A imagem marcante da despedida de seu companheiro, feita em outubro de 2025 durante a operação policial mais letal do estado, circulou em diversos veículos de imprensa pelo mundo.
O fotógrafo destacou que o prêmio reconhece a história e a dor das pessoas afetadas pela violência de Estado. Em complemento, Joédson Alves, gerente executivo de Imagem, Arte e Web da EBC, reforçou o papel do fotojornalismo em documentar a realidade com respeito e ressaltar o compromisso da agência com o interesse público.
Na categoria vídeo, a TV Brasil foi vitoriosa com o episódio Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão, exibido no programa Caminhos da Reportagem em abril de 2026. A produção abordou a rotina de mulheres submetidas a condições análogas à escravidão e debates sobre o processo de pós-resgate.
A repórter Marieta Cazarré enfatizou a emoção de ter três entrevistadas libertas presentes na cerimônia. Já o editor de texto Paulo Leite ressaltou que a honraria reforça a relevância do jornalismo público coletivo no combate às violações sociais no país.
A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, e o gerente executivo da TV Brasil, Paulo Mondego, celebraram a coragem e a sensibilidade das equipes. Ambos destacaram que a comunicação pública tem o dever ético de dar visibilidade a temas complexos e dar voz aos invisibilizados.
História e relevância do prêmio
Criado em 1979, o prêmio homenageia a memória do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar em 1975 no DOI-CODI, em São Paulo. Em sua 48ª edição, realizada em 2026, a premiação reafirma seu papel histórico de saudar profissionais da imprensa que lutam cotidianamente pela democracia, pela justiça e pelos direitos humanos.
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