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A sensação de impunidade é o principal motor do feminicídio no Brasil. Esta foi a dura constatação feita pelo presidente da Câmara, o vereador Lindenberg Lira, que criticou fortemente o atual modelo penal brasileiro. Segundo o parlamentar, as audiências de custódia têm funcionado como uma porta giratória para agressores de mulheres, colocando as vítimas em perigo iminente.
O presidente destacou que criar novas leis e endurecer penas não resolve o problema se o criminoso não permanecer atrás das grades. Para ele, a polícia realiza o trabalho de enxugar gelo, já que prende criminosos em flagrante que são rapidamente soltos e, frequentemente, retornam para perseguir, agredir ou matar suas ex-companheiras.
Em tom de revolta, o parlamentar exigiu que deputados e senadores federais acabem com a flexibilização para réus flagrados em crimes de violência doméstica. Lira alertou que muitas mulheres precisam abandonar suas casas e cidades para fugir da perseguição de criminosos que zombam da justiça, clamando por uma união entre poderes para garantir proteção real à vida feminina.
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