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A recente aprovação do fim da escala 6x1 gerou reações divergentes no cenário nacional nesta quinta-feira (15). Enquanto centrais sindicais celebraram a mudança na jornada de trabalho, entidades empresariais manifestaram forte preocupação com os impactos econômicos e pediram que o Congresso revise a proposta.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou o fim da jornada de seis dias de labor por um de descanso como uma vitória histórica. Para a entidade, a medida encerra um modelo arcaico que desgasta a classe trabalhadora brasileira.
Em contrapartida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a PEC representa um retrocesso. O presidente da organização, Ricardo Alban, solicitou que os parlamentares reavaliem o tema para mitigar riscos de inflação e perda de competitividade.
A Força Sindical defendeu o processo de diálogo e pontuou que a redução da jornada para 40 horas semanais trará mais qualidade de vida e tempo para o convívio familiar, além de potencializar a produtividade.
No setor produtivo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) criticou o debate da pauta em período eleitoral, ressaltando que mudanças estruturais exigem avaliações técnicas mais profundas.
Projeções da CNI indicam um acréscimo expressivo nos custos de produção, além de potenciais reflexos no Produto Interno Bruto (PIB) e na inflação. Em sentido oposto, análises do Ipea apontam impactos variados conforme o setor econômico.
Aprovação no Congresso
O plenário do Senado sacramentou a aprovação da matéria na noite anterior com expressiva maioria de votos favoráveis. A guinada na postura de parlamentares da oposição facilitou o avanço rápido da pauta no parlamento.
Deputados ligados à oposição já articulam debates futuros sobre novas modalidades de contratação por hora trabalhada, mirando o cenário legislativo dos próximos anos.
Entenda a PEC
O texto aprovado institui o descanso remunerado em dois dias semanais, fixando o modelo de jornada máxima de 5x2 sem prejuízo aos salários. A transição ocorrerá de forma gradual ao longo de meses até atingir o limite de 40 horas semanais.
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