Durante a campanha do Outubro Rosa na Câmara dos Deputados, a deputada Flávia Morais (MDB-GO) destacou a urgência do diagnóstico precoce para combater o câncer de mama e de colo de útero no Brasil, alertando que a identificação rápida da doença salva vidas e reduz os custos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A parlamentar, que atua como procuradora-adjunta da Secretaria da Mulher, relembrou os avanços na legislação brasileira. Atualmente, a lei assegura o prazo máximo de 30 dias para a realização de exames após a primeira consulta, além de estabelecer o limite de 60 dias para o início do tratamento oncológico após a confirmação do diagnóstico.

No entanto, o cumprimento dessas regras enfrenta gargalos nos estados. O cenário é preocupante diante das estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio de 2026 a 2028, que projeta mais de 78 mil novos casos de câncer de mama no país. Somente em Goiás, estado da deputada, são esperadas mais de 2.150 novas ocorrências.

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A deputada ressalta que mais de 50% dos casos no Brasil ainda são descobertos em estágios avançados. Esse atraso sobrecarrega a rede pública de saúde. Segundo Flávia Morais, quando a enfermidade é detectada tardiamente, o custo do tratamento para o SUS é significativamente maior, o que reforça a necessidade de exames preventivos periódicos a cada dois anos.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072