O influenciador Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Vicente, atualmente detidos na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, envolveram-se em uma iniciativa voltada para a comunidade LGBTQIA+ na última terça-feira (27), conforme relataram as autoridades locais.

Gleyson Rogério, diretor do presídio, informou que a ação integrou 15 detentos da ala específica. O cronograma faz parte de um projeto de extensão promovido pelo curso de Direito da Universidade Federal da Paraíba.

Batizada de "Vivências poéticas: direito a cultura e cidadania para pessoas trans e travestis em privação de liberdade", a atividade propôs que os internos redigissem versos sobre a vivência no cárcere.

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A administração da penitenciária enfatizou que o influenciador cumpre pena sem regalias. O casal está recluso na unidade desde o final de agosto de 2025.

Relembre o caso Hytalo Santos

As apurações contra o criador de conteúdo tiveram início antes da grande repercussão pública. Em dezembro de 2024, o Ministério Público da Paraíba passou a averiguar indícios de exploração de menores em publicações virtuais.

Na época, o investigado acumulava milhões de seguidores e utilizava as plataformas digitais para refutar as suspeitas, argumentando que mantinha um vínculo familiar com os jovens que frequentavam sua residência.

O cenário ganhou maior proporção nacional em agosto de 2025, após a publicação de um vídeo pelo youtuber Felca. O material detalhou a exposição de menores de idade para fins de engajamento e monetização nas redes.

Diante da repercussão, a Justiça da Paraíba determinou o bloqueio das contas do influenciador, a desmonetização dos canais e a proibição de contato com os adolescentes citados nos autos judiciais.

Prisão preventiva e condenação

Em meados de agosto de 2025, o casal foi localizado e preso preventivamente em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Posteriormente, ambos foram transferidos para a unidade prisional na Paraíba.

No início de 2026, a Justiça proferiu sentença condenatória em primeira instância. Hytalo Santos recebeu pena de 11 anos e 4 meses, enquanto Israel Vicente foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.

A defesa dos réus apresentou petições visando a anulação da sentença, sustentando que a interpretação legal foi ampla e que as publicações integravam manifestações culturais periféricas. O caso segue sob análise judicial.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072