O volume de colaboradores que precisaram se afastar temporariamente das atividades profissionais devido ao vício em jogos registrou alta expressiva de cinco vezes no país entre os anos de 2023 e 2025. A informação oficial foi divulgada recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O levantamento levou em conta os auxílios por incapacidade temporária liberados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os registros apresentavam o código clínico voltado à ludopatia, nomenclatura médica para o impulso incontrolável de apostar.

Apesar de englobar diferentes modalidades de entretenimento arriscado, a grande parcela das ocorrências está diretamente ligada às plataformas digitais de palpites financeiros.

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Perfil dos trabalhadores afetados

Durante o ano de 2023, o sistema contabilizou 67 afastamentos motivados por essa condição clínica. No período seguinte, a quantidade avançou para 157, chegando a 361 ocorrências em 2025.

Os relatórios estatísticos detalham ainda que a maior parte dos profissionais acometidos pelo problema era composta por homens, representando 71% do total.

Em relação à idade, a concentração predominante ficou na faixa dos 30 aos 39 anos, somando 44,1% dos registros oficiais.

Proibição das apostas online

Diante do avanço do problema, a dependência gerada pelas plataformas virtuais, popularmente chamadas de bets, transformou-se em um desafio crítico para a saúde pública e para a estabilidade financeira das famílias.

Como resposta a esse cenário de crise, o governo federal determinou a proibição total da oferta, exploração, publicidade e intermediação desse tipo de atividade no território nacional.

Com informações do Ministério do Trabalho e Emprego

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072