A jornalista e influenciadora paraibana Dalu Melo utilizou suas redes sociais para denunciar uma tentativa de estupro sofrida na manhã desta terça-feira (9), enquanto praticava exercícios na orla de Cabedelo, na Grande João Pessoa. O relato detalha o momento em que a vítima foi abordada por um homem em atitude obscena após realizar um ato de solidariedade no bairro de Intermares.

Em contato direto, a profissional confirmou que pretende formalizar a denúncia por meio de um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil. Até o momento, a corporação não detalhou quais procedimentos investigativos foram iniciados após a repercussão do vídeo publicado pela influenciadora.

De acordo com o depoimento de Melo, o episódio ocorreu por volta das 9h, no momento em que ela retornava de uma corrida. Pouco antes do crime, ela havia auxiliado uma idosa a atravessar um canal na região, já que a senhora temia a presença de indivíduos suspeitos que circulavam pelo local.

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A abordagem criminosa aconteceu quando a jornalista já estava sozinha, próxima ao seu veículo. Um homem se aproximou praticando atos de masturbação e proferindo agressões verbais. Diante da situação, a vítima reagiu gritando por socorro, o que provocou a fuga do agressor.

Reação e conivência de terceiros

Durante o desabafo, Dalu destacou a postura de outros homens que estavam nas proximidades. Segundo ela, ao pedir ajuda, ouviu comentários que minimizavam a gravidade do ocorrido, tratando a violência sexual como algo rotineiro na localidade de Intermares.

"O que mais me revolta é a conivência. Fui orientada a me acalmar, como se aquela agressão fosse normal", lamentou a influenciadora. Ela ressaltou que o suspeito conseguiu escapar e que, apesar do susto, conseguiu preservar seus pertences pessoais durante a tentativa de assalto que acompanhou a abordagem.

Este não é o primeiro episódio traumático relatado pela jornalista na região. A falta de policiamento no horário do crime também foi um ponto criticado pela vítima, que reforça a necessidade de maior segurança para mulheres que frequentam espaços públicos na Paraíba.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072