O Instituto Cândida Vargas (ICV) registrou, na manhã de quarta-feira (14), o primeiro nascimento de quadrigêmeos em João Pessoa na história da instituição. A mãe, Fataumata Oumou Baradfi, uma imigrante de 30 anos natural do Mali, deu à luz sob os cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS) após ser admitida na maternidade com 30 semanas de gestação.

A operação médica de alto risco mobilizou uma equipe multidisciplinar composta por 9 médicos, 6 enfermeiros e 6 técnicos de enfermagem. Atualmente, dois recém-nascidos recebem assistência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, enquanto os outros dois estão em cuidados intermediários. A mãe já deixou a UTI materna e segue sob observação clínica preventiva.

Apoio familiar e superação da barreira do idioma

Como Fataumata fala exclusivamente francês e não possui outros familiares no Brasil, sua prima Mamacila, moradora da capital paraibana, atua na tradução e no acompanhamento da internação. A familiar auxiliou a recém-nascida a buscar atendimento médico em setembro, quando a gestação múltipla foi descoberta com surpresa pela família.

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Mãe de duas crianças antes do parto, a paciente agora é responsável por seis filhos. Além de intermediar a comunicação com a equipe de saúde, a prima também colabora no processo de ordenha do leite materno, garantindo o alimento ideal para a nutrição dos bebês prematuros durante o período de recuperação.

Acompanhamento médico rigoroso

De acordo com a médica Juliana Soares, coordenadora de neonatologia do ICV, os quatro recém-nascidos apresentaram boa vitalidade neonatal logo ao nascer. No entanto, por conta do nascimento prematuro, eles demandam suporte respiratório e monitoramento contínuo para prevenção de intercorrências.

A diretora técnica do hospital, Tatiana Viana Fragoso Vieira, explicou que o planejamento antecipado garantiu a reserva de leitos e a prontidão da equipe para o procedimento. A instituição reforça que o controle da pressão arterial e o acompanhamento pós-parto continuam para evitar complicações hemorrágicas na mãe.

FONTE/CRÉDITOS: WGLEYSSON DE SOUZA – Jornalista REG. PROF. FENAJ - 4407/PB | API/PB 3072